SINAIS DE TRADING
Chaves de mercado: IA, dólar, crude e suportes técnicos
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A sessão chega marcada por uma contradição muito clara: a Nvidia apresenta resultados sólidos, a Ásia recupera, mas a Europa e os futuros de Wall Street mostram pressão vendedora. Para Sergio Ávila, essa diferença entre bons dados empresariais e a reação fria do mercado é a chave do dia.
A Nvidia volta a estar no centro do mercado. A empresa superou as previsões de lucro e receitas, manteve uma forte procura ligada à inteligência artificial e reforçou a ideia de que continua a ser a empresa dominante em infraestruturas de chips.
O problema está na reação da ação. Se a Nvidia não subir com força depois de resultados tão bons, o mercado pode interpretar que as expectativas já estavam demasiado elevadas. Essa leitura pesa sobre o Nasdaq, o S&P 500 e o restante setor tecnológico.
O petróleo continua a ser um dos ativos mais sensíveis do dia. A reabertura parcial do trânsito marítimo no estreito de Ormuz aliviou parte do receio na Ásia, mas o Brent e o WTI continuam a refletir tensão geopolítica.
Sergio Ávila acompanha zonas técnicas concretas: se o Brent perder a zona dos 102,43 dólares, poderá abrir caminho a novas quedas. No WTI, a referência baixista estaria próxima dos 98,50 dólares.
O dólar ganha protagonismo como ativo de refúgio. A combinação de petróleo elevado, rendibilidades das obrigações em alta e incerteza geopolítica favorece o dólar face ao euro, à libra, ao iene e ao dólar australiano.
No euro/dólar, Sergio Ávila apresenta uma leitura baixista após a perda de suportes técnicos. O objetivo teórico que menciona situa-se perto de 1,1521.
O ouro também fica sob pressão. Embora costume atuar como refúgio, um dólar forte e rendibilidades em alta reduzem a sua atratividade relativa.
O S&P 500 continua a mostrar força estrutural, mas Sergio Ávila evita abrir posições curtas enquanto não perder níveis técnicos importantes. A zona de gamma flip em torno dos 7.300-7.350 pontos é crítica porque poderá aumentar a volatilidade se o índice cair abaixo desse nível.
O Nasdaq também mantém suportes relevantes. Na Europa, o DAX conserva uma estrutura lateral com resistência perto dos 24.895 pontos, enquanto o IBEX mostra maior pressão, embora ainda mantenha uma estrutura técnica potencialmente altista.
O Bitcoin continua fraco depois de embater em resistências semanais. Sergio Ávila considera possíveis correções para zonas de Fibonacci, com referências nos 76.100, 74.050 e 71.950 dólares.
O cobre mostra sinais de pressão baixista intradiária, embora a própria análise reconheça que a operação não oferece uma relação rentabilidade-risco particularmente atrativa. O gás natural, por sua vez, tenta recuperar, mas precisa de romper resistências para confirmar força.
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