SINAIS DE TRADING
O mercado aguarda a Nvidia, a Fed e o petróleo
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O mercado chega à sessão com uma ideia principal: as ações mantêm-se resilientes porque o petróleo cai, as obrigações aliviam e a tecnologia volta a liderar antes dos resultados da Nvidia.
A sessão analisada por Sergio Ávila mostra um mercado ainda forte, mas mais dependente de três catalisadores: geopolítica, inflação e resultados empresariais. O tom inicial era prudente na Europa, com futuros algo frágeis, mas o EuroStoxx conseguiu inverter para terreno positivo e os futuros norte-americanos passaram para verde.
O petróleo Brent e o crude ligeiro norte-americano caem cerca de 1%, após novas declarações de Donald Trump a garantir que a guerra com o Irão poderá terminar em breve. O mercado não compra totalmente esse cenário, porque continua a existir risco sobre o abastecimento ligado ao estreito de Ormuz.
A chave está na leitura da inflação. Quando o petróleo desce, o mercado interpreta menor pressão sobre os preços, menos tensão nas obrigações e maior margem para as ações respirarem. Este movimento beneficia especialmente a tecnologia, porque as empresas de crescimento são mais sensíveis às taxas de juro.
A Nvidia é o grande evento empresarial do dia. O mercado não espera apenas bons resultados face ao ano anterior, mas também perspetivas capazes de justificar as avaliações atuais.
O Nasdaq acompanha uma ruptura técnica relevante, mas o risco está na reação após os resultados. Segundo a análise do orador, as últimas publicações da Nvidia foram sólidas, embora a ação tenha caído nas três ocasiões anteriores. Isso obriga a olhar menos para o número principal dos lucros e mais para as expectativas futuras de receitas, margens e procura por inteligência artificial.
As atas da Reserva Federal podem redefinir a narrativa das taxas de juro para a segunda metade do ano. O mercado passou de esperar cortes próximos para considerar um cenário mais restritivo, incluindo risco de taxas mais elevadas se a inflação voltar a mostrar resistência.
Essa mudança afeta diretamente o S&P 500, o Nasdaq, o ouro, o Bitcoin e os mercados emergentes com dívida em dólares. Se a Fed transmitir preocupação com inflação energética ou persistência nos preços, os ativos de longa duração podem sofrer.
O ouro recupera apoiado pelo ligeiro alívio nas obrigações, mas mantém resistências relevantes. O orador não vê uma entrada clara porque o metal continua limitado pela concorrência da dívida pública: se as obrigações oferecerem rentabilidade, parte do capital pode rodar do ouro para o rendimento fixo.
O Bitcoin apresenta uma leitura mais frágil no médio prazo. A análise técnica aponta para uma possível estrutura descendente se perder suportes-chave, embora no curto prazo possam ocorrer recuperações dentro de um intervalo lateral.
O cobre também mostra deterioração técnica após perder suportes e quebrar a sua linha de tendência ascendente. A recuperação atual não parece suficiente para confirmar um sinal de compra fiável.
A operação mais clara da análise surge na STMicroelectronics, onde é considerada uma posição longa de swing trading após uma ruptura técnica. Mantêm-se também posições na Coca-Cola e no Bitcoin, com abordagens distintas: Coca-Cola como tendência ascendente defensiva e Bitcoin como posição curta de médio prazo.
Sob vigilância estão Intel, Datadog, Eli Lilly, Occidental Petroleum, GitLab, AST SpaceMobile, MongoDB e Chevron. A ideia comum é procurar rupturas técnicas com níveis bem definidos, sem perseguir movimentos sem confirmação.
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