SINAIS DE TRADING
Mercados atentos a Trump, Nvidia e às obrigações
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A sessão de 19 de maio de 2026 chega marcada por três eixos claros: o petróleo, a tensão geopolítica com o Irão e a expectativa pelos resultados da Nvidia. Sergio Ávila centra a análise em como estes fatores estão a condicionar o DAX, Nasdaq, Dow Jones, Bitcoin, Coca-Cola, Google, Amazon, Taiwan Semiconductor e outros ativos relevantes.
O petróleo volta a ser o ativo que melhor reflete o pulso geopolítico. A decisão de Donald Trump de suspender um ataque previsto contra o Irão reduziu temporariamente a pressão sobre os mercados. O Brent e o WTI tinham subido devido ao receio de uma guerra mais alargada, mas a possibilidade de uma via diplomática reduz o prémio de risco.
A leitura de Sergio Ávila é direta: o mercado está a comprar calma, não uma solução definitiva. O Irão continua a ser um foco de tensão e qualquer novo ataque pode devolver volatilidade ao crude, às obrigações e às bolsas.
O DAX surge como um dos ativos mais interessantes do dia. Enquanto os futuros norte-americanos negoceiam com dúvidas, a Europa mostra melhor tom, especialmente a Alemanha. Ávila identifica o DAX como o índice com maior força relativa face ao IBEX 35, EuroStoxx e FTSE 100.
O nível-chave assinalado está na zona dos 24.495 pontos. Se o DAX superar essa resistência, o próximo objetivo técnico estaria próximo dos 24.698 pontos. A estratégia proposta é longa intradiária, apoiada na quebra de fractais e na força do índice alemão.
A Nvidia é o grande catalisador da semana. A empresa chega aos resultados com uma tendência de médio e longo prazo claramente ascendente, mas também com risco de volatilidade imediata. Sergio Ávila recorda que o consenso continua muito positivo, com a maioria dos analistas a recomendar compra e um preço-alvo médio muito acima da cotação atual.
O mercado espera um forte crescimento no lucro por ação e nas receitas. No entanto, a reação após os resultados não depende apenas dos números publicados, mas também das projeções futuras. Nas últimas apresentações, a Nvidia caiu apesar de superar as expectativas, o que aumenta o risco de um movimento do tipo “compra no rumor, vende na notícia”.
O Nasdaq continua preso dentro de uma estrutura triangular. A zona de suporte relevante está próxima dos 28.640 pontos, enquanto a resistência surge em torno dos 29.310 pontos. A quebra desse intervalo dependerá em grande parte da Nvidia.
A obrigação norte-americana a 30 anos perto dos 5% acrescenta pressão às ações. Quando a dívida pública oferece uma rentabilidade elevada, compete diretamente com as ações, sobretudo com aquelas que não justificam a sua valorização com crescimento dos lucros.
A Google mantém uma estrutura técnica positiva no médio e longo prazo, com objetivo teórico ascendente ativado, embora possa precisar de consolidar antes de continuar. A Amazon apresenta uma fase corretiva de curto prazo e precisa de romper a linha de tendência descendente para recuperar atratividade operacional. A Taiwan Semiconductor continua ligada à narrativa dos semicondutores e deverá mover-se em função do que a Nvidia publicar.
Sergio Ávila também propõe uma operação longa intradiária no Dow Jones e identifica oportunidades táticas em títulos como AXA, Walmart e Edenred. Em paralelo, mantém uma posição curta em Bitcoin com enfoque de swing trading e uma operação aberta na Coca-Cola.
A conclusão é clara: o mercado continua em tendência ascendente em várias áreas, mas já não se move apenas por dados empresariais. Geopolítica, petróleo, obrigações e resultados tecnológicos estão a ditar o ritmo.
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